Professora do quarto ano do ensino fundamental de uma EMEF em Campinas situada entre dois bairros de culturas e poder econômico muito distintos. Na sala de aula ela tem um aluno com paralisia cerebral por falta de oxigenação no momento do parto. A escola tem suporte profissional, material e acessibilidade para a inclusão dos chamados portadores de necessidades especiais, e também dispõe de muitas oficinas subsidiadas pelo Programa Mais Educação. Algumas atendem esse público.
"Pensando pelo viés da normalidade e da patologia, um aluno "normal" é aquele que está contido nos parâmetros "satisfatórios" avaliado por um sistema único. Senda assim, poucos são os que conseguem seguir tais exigências deixando aos demais uma classificação patológica e quase sempre medicalizada. Com isso é fácil identificar que, os que estão além e os que estão aquém do sistema já estão excluídos pelo "apagamento" das diferenças. Por outro lado há o discurso da inclusão daqueles que foram rotulados "portadores de necessidades especiais", os quais, exacerbadamente tomam para sí os holofotes políticos. Então, posto que temos aqui um jogo perverso de apagamento e exacerbação, como você, sendo educador, trabalha tais diferenças em suas práticas?"
"Pessoalmente é muito difícil o trabalho com a inclusão em sala de aula, pois ainda o poder público está aquém das políticas públicas de inclusão social para crianças e adolescentes. Na prática trabalho com a pluralidade e questões relacionadas a cidadania. Mas na grande maioria de situações estamos, nós professores," sozinhos". As vezes até oferecem um curso ali mas no horário que impossibilita minha formação."
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